A Odebrecht assumiu a parte da Delta no consórcio que faz as obras do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro), um dos principais projetos da Petrobras no país, com previsão de investimentos de R$ 16 bilhões.
De acordo com o diretor do Sinticom (Sindicato dos Trabalhadores da
Construção Civil e Mobiliária de São Gonçalo e Itaboraí), Luiz Augusto
Rodriguez, todos os 452 empregados da obra demitidos pelo consórcio
formado por Delta, TKK Engenharia e Consultoria Projectus serão
absorvidos pela Odebrecht.
Outros 400 empregados, que prestavam serviços administrativos e não são
filiados ao sindicato, estão negociando separadamente com a empresa.
O sindicato luta agora para que os empregados da obra recebam tudo a que têm direito na rescisão dos contratos com o consórcio.
Segundo Rodriguez, direitos trabalhistas, como o FGTS, foram pagos, mas o
consórcio deixou de pagar parte dos direitos salariais dos empregados, o
que deverá ser feito pela Petrobras.
"Houve uma reunião com a Petrobras e foi estipulado que o sindicato
entraria com uma ação e a Justiça iria liberar o pagamento através de
alvarás", disse Rodriguez.
Ele informou ainda que, após a saída do consórcio e o fim da greve feita
em maio, as obras seguem sem problemas e em ritmo acelerado.
A previsão inicial era que o Comperj entrasse em operação neste ano, mas
greves e chuvas intensas adiaram a inauguração para setembro de 2014.
O complexo terá capacidade para processar 165 mil barris de petróleo por
dia e será formado por uma refinaria e unidades geradoras de produtos
petroquímicos de primeira geração, como propeno, butadieno, benzeno,
entre outros.
Nenhum comentário:
Postar um comentário