Os membros da CCJ, em votação unânime, aprovaram nesta quarta-feira, 13, a indicação do ministro Francisco Cândido de Melo Falcão Neto, do STJ, para um mandato de dois anos no CNJ. A indicação de Falcão será ainda submetida à apreciação do Plenário.
Durante a
sabatina, Falcão defendeu a recuperação da credibilidade do Poder
Judiciário e destacou a importância do CNJ, que classificou como
"divisor de águas" na prestação dos serviços jurisdicionais no país.
"No plano da
jurisdição, tinha-se a morosidade como fator a atingir a credibilidade
da Justiça brasileira, que, entretanto, era tanto ou até mais afetada
por gravíssimos problemas situados na esfera de sua administração", lembrou o ministro.
Falcão explicou
que o CNJ deve atuar como órgão fiscalizador, agindo quando as
instâncias inferiores de controle do Judiciário não funcionam a
contento. Em resposta ao senador Pedro Taques (PDT/MT), o ministro
afirmou a necessidade de o CNJ ser "duro" contra desvios de conduta. Ao
senador Aécio Neves (PSDB/MG), declarou que trabalhará em parceria com
as corregedorias, mas reiterou sua posição firme quando faltar a devida
punição aos magistrados. "O CNJ vai entrar com mão de ferro. Não tergiversarei", afirmou.
Em sua opinião,
um CNJ composto por 15 conselheiros está "de bom tamanho", pois a
ampliação do órgão pode gerar divergências que tornem o trabalho mais
difícil. Falcão apoiou a necessidade de "gente nova" no Judiciário,
declarando-se contra o fim da aposentadoria compulsória dos magistrados
aos 70 anos e a favor da idade mínima de 30 anos para membros do CNJ.
Respondendo ao
senador Aloysio Nunes (PSDB/SP), Falcão se manifestou favoravelmente à
lei da transparência, argumentando que quem está no serviço público não
pode ter "vida escondida", e ao senador Romero Jucá (PMDB/RR), disse que
apoia a continuidade na política de Eliana Calmon na fiscalização dos
procedimentos cartorários, especialmente contra o abuso na cobrança de
custas.
Histórico
Francisco Cândido de
Melo Falcão Neto foi nomeado ministro do Superior Tribunal de Justiça em
1999. Entre 2005 e 2007, presidiu a 1ª Seção do STJ. No biênio
2010/2011, atuou como corregedor-geral da Justiça Federal.
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